
Por Que Eu Uso Ubuntu e Por Que Você Também Deveria Considerá-lo
Observação Importante
Antes de tudo, quero deixar claro que o que você está prestes a ler é simplesmente a minha opinião e a minha experiência pessoal. Dito isso, vem comigo nesta história de como acabei usando Linux como meu sistema operacional principal. 🐧
Como Comecei no Linux
Tudo começou no meu quarto semestre da universidade. Até aquele momento, a minha experiência se limitava ao Windows, mas uma olhada rápida na tela de bloqueio de um colega que usava OpenSuse com KDE Plasma despertou a minha curiosidade. Parecia algo completamente diferente do que eu conhecia e eu quis entender o que existia por trás daquele sistema.
Decidi mergulhar nesse mundo e instalei a minha primeira distribuição Linux: Manjaro. A experiência foi empolgante. Descobrir um novo ambiente de desktop e começar a usar o terminal marcou o início real da minha jornada com Linux.
Como costuma acontecer quando você está começando, nem tudo saiu bem. O Manjaro me deu problemas que, como iniciante, eu não soube resolver nem mesmo seguindo tutoriais, então decidi mudar para o Fedora.
O Fedora me acompanhou por cerca de seis meses e me acostumou a um ritmo constante de atualizações. Naquela época eu nem entendia direito conceitos como “rolling release”; eu simplesmente achava que aquela era a experiência normal. O problema veio quando o meu laptop parou de iniciar, e isso me obrigou a procurar outra alternativa. Foi assim que acabei no OpenSuse.
A mudança para o OpenSuse foi importante em termos de estabilidade. Eu gostava da solidez do sistema, mas, por ainda ser iniciante, também encontrei uma complexidade que às vezes era frustrante.
O meu caminho no Linux não foi apenas uma sequência de instalações e trocas de distribuição; também foi uma fase de aprendizado constante, tentativa e erro, e muita curiosidade. Apesar dos problemas, a flexibilidade e as possibilidades que o Linux oferece fizeram com que eu continuasse explorando.
Por Que Eu Não Comecei com Ubuntu?
Resumindo, eu não comecei com Ubuntu por preconceito. Quando entrei no mundo Linux, eu ouvia comentários como que Ubuntu era “para iniciantes”, que era um “Windows laranja” ou que quem o usava na verdade não sabia Linux. Naquele momento me deixei influenciar bastante por essas opiniões e, sendo honesto, também tinha medo de virar motivo de piada entre colegas.

Meus Primeiros Passos com Ubuntu
Para explicar como cheguei ao Ubuntu, primeiro preciso mencionar que o meu primeiro ambiente de desktop no Linux foi o KDE Plasma. Eu já estava bastante acostumado com ele, então procurei algo parecido baseado em Ubuntu e escolhi o KDE Neon.
Na teoria eu já estava usando Ubuntu como base, embora em uma distribuição diferente. Para quem não conhece, o KDE Neon é a distribuição do projeto KDE Plasma. Mesmo assim, eu continuava com o problema das atualizações frequentes, e isso não era conveniente para os projetos que eu fazia naquele momento.
No fim, deixando esses preconceitos de lado, decidi testar o Ubuntu 22.04 no meu novo Lenovo ThinkPad T14. A instalação foi surpreendentemente simples e, para minha surpresa, quase tudo funcionou bem desde o começo sem configurações adicionais. Até mesmo a impressão digital já estava pronta para uso.
Por Que Você Deveria Usar Linux?
Eu acredito fortemente que a curiosidade é uma das coisas mais valiosas que temos. Ao longo da história, essa curiosidade nos levou a descobrir, construir e questionar aquilo que tomamos como certo. E isso também vale quando falamos de sistemas operacionais.
Eu não tenho nada contra o Windows. Cada sistema operacional tem vantagens e desvantagens. Mas muitas vezes crescemos pensando que o Windows é praticamente a única opção real, e isso faz com que nem sequer consideremos explorar algo diferente.
O Linux abre a porta para uma outra abordagem. Ele te obriga a aprender, experimentar e desenvolver o próprio critério para escolher a ferramenta que melhor se adapta à sua forma de trabalhar. Mesmo que no fim você decida não ficar no Linux, o simples fato de testá-lo já te ensina bastante.
Situação Atual
Atualmente eu tenho dois laptops: um fornecido pela empresa para trabalhar, dentro de um ecossistema baseado em Windows por exigências corporativas, e outro pessoal que uso para projetos próprios, como este blog, onde tenho o Ubuntu 22.04 como sistema operacional principal.
O Ubuntu me deu exatamente o que eu precisava: estabilidade, um ambiente de desenvolvimento confortável e menos preocupação com atualizações constantes ou problemas inesperados. Em poucas palavras, ele me permite focar mais no trabalho e menos em brigar com o sistema.
Talvez no futuro eu mude para outra distribuição, não sei. Mas o que tenho claro é que, por enquanto, o Ubuntu é o sistema operacional que melhor se adapta às minhas necessidades.
Conclusões
Eu te convido a não deixar a curiosidade de lado. Não é preciso virar fã de um sistema operacional para explorar algo novo. Se o Linux parece interessante para você, mas também intimida, o Ubuntu continua me parecendo uma das melhores portas de entrada.
Eu não escrevo isso para defender um sistema acima de outro a qualquer custo. Eu simplesmente sinto que o Linux, e o Ubuntu em particular, se encaixa muito bem nas minhas necessidades como desenvolvedor. E assim como hoje eu gosto de usar Ubuntu, também tenho interesse em experimentar outras opções no futuro, como macOS, para entender melhor como se trabalha em outros ambientes.
Se este artigo conseguiu despertar pelo menos um pouco da sua curiosidade, então ele já cumpriu o objetivo. Obrigado por ler. 👋
